Esporte nacional cresce com novas parcerias e experiências

Com o crescimento do acesso à internet e a tecnologia de maneira geral, o esporte nacional teve a oportunidade de crescer de formas nunca vistas antes com novas parcerias e experiências voltadas para os fãs.

Cobertura midiática e partidas voltadas para os fãs são apenas o primeiro passo

De acordo com Duda Magalhães, sócio e presidente da Dream Factory, a cobertura midiática e as partidas voltadas para os fãs são apenas o começo do trabalho que deve ser feito em relação ao esporte nacional.

Magalhães acredita que além dessas experiências é preciso criar grandes personagens baseados nos jogadores e suas personalidades, assim como produzir todo tipo de conteúdo de forma ampla com outras frentes.

Um dos exemplos citados por ele é o dos Estados Unidos, em que ligas como a National Football League (NFL) de futebol americano e a National Basketball Association (NBA) de basquete apresentam diversas experiências integradas que vão da transmissão da partida até a geração de conteúdo multiplataforma.

No Brasil isso já começou a ser feito através de experiências como a criada pela Dream Factory na Maratona do Rio, onde foi criada uma plataforma onde os participantes podiam acessar diversos conteúdos produzidos com os atletas ligados à competição.

Outro exemplo de inovação de grande sucesso nos últimos tempos são as diversas plataformas para transmissão de partidas do futebol ao vivo. Alguns clubes, como o Corinthians e o Palmeiras, inclusive contam com canais próprios que contam com uma programação completa.

Entretanto, não é apenas através da transmissão online de partidas que o futebol tem inovado e até mesmo os jogadores também contam com novas experiências. Por exemplo, o atleta Neymar recentemente se uniu com o craque do poker André Akkari para ensinar o streamer Rafael Buozzi como se dar bem no esporte das cartas.

A ação é um exemplo nacional perfeito do conteúdo multiplataforma mencionado por Magalhães e contém todos os traços do novo tipo de produção que está começando a ser desenvolvida por aqui.

Tudo ocorreu no canal da PokerStars do YouTube e além de permitir que fãs do futebol conheçam um pouco mais de como Neymar e Buozzi encaram o esporte das cartas, também foi uma excelente maneira de reunir mundos e modalidades que não costumam conversar – o que aumenta o engajamento de diversos públicos de uma única vez.

Muitas experiências já existem, mas existe um espaço gigantesco para crescer

De acordo com uma pesquisa recente da Statisa, 78% dos membros da geração millenial são mais propensos a consumir determinada marca (o que inclui clubes esportivos) se contarem com uma interação mais próxima a ela e apenas nos EUA o marketing de experiências movimentou mais de 57,7 bilhões de dólares.

Conforme o exemplo do Palmeiras, do Corinthians e do Neymar, no Brasil não é diferente e muitas agências estão focando no desenvolvimento desse tipo de experiência voltada para os fãs.

Um dos mais recentes é o da startup Elos Fun. Criada em São Paulo há pouco mais de dois anos, a empresa utiliza um modelo de market place para oferecer experiências desenvolvidas tanto pela Elos quanto por ela em conjunto de parceiros.

Atualmente dois dos maiores cases de sucesso da companhia são o Galo Fun, que foi criado para o Atlético-MG, e o Pacaembu Fun, que foi feito para a Concessionária Allegra, mas o número de experiências só tem aumentado.

Segundo Rodrigo Geammal, CEO da Elos Fun, o foco da startup está na utilização de análise de dados para desenvolver experiências (feitas sob medida) para cada um dos seus clientes.

Inclusive, Geammal afirmou em uma entrevista recente que a jornada de relacionamento e a estratégia de aquisição necessariamente precisam ser feitas dessa forma personalizada para que consigam obter sucesso, já que o que funciona para uma empresa não funciona necessariamente para outra.

Avanço da tecnologia também deve permitir o surgimento de mais experiências

Outro ponto importante que precisa ser ressaltado é o avanço da tecnologia, que permite a obtenção de um número cada vez maior de dados e o surgimento de novas experiências únicas.

Por exemplo, existem tecnologias de estádios internacionais, como os utilizados na Copa do Mundo na Rússia, que permitem o monitoramento de torcedores de forma a maximizar a segurança dos fãs e o seu engajamento que ainda não existem no Brasil.

Da mesma maneira, diversos estádios norte-americanos também contam com tecnologias relacionadas a entrada dos torcedores no estádio e consumo de alimentos e outros itens dentro deles que ainda não surgiram no país.

Entretanto, a evolução tecnológica e importação de tecnologia têm crescido cada vez mais e nos próximos anos os brasileiros também devem começar a utilizar essas novas tecnologias para aprimorar e criar ainda mais experiências nos estádios nacionais.