Da mesa ao campo: por que a alimentação é decisiva na formação de jovens atletas
A rotina de um jovem atleta não se resume a treinos e jogos. Há um detalhe que, muitas vezes, pesa tanto quanto a tática ou a preparação física: a alimentação. Para quem está em formação, cada refeição pode influenciar no crescimento, na recuperação após atividades intensas e até na prevenção de lesões.
Energia para crescer e competir
O adolescente que treina no futebol, no vôlei ou no basquete precisa de energia para duas frentes: o próprio corpo, ainda em desenvolvimento, e o alto gasto físico das atividades esportivas. É como abastecer um carro que ainda está sendo montado e, ao mesmo tempo, já roda quilometragens longas. Se faltar combustível, o motor não responde.
Proteínas são fundamentais para reconstruir músculos após exercícios, enquanto carboidratos fornecem a energia rápida que sustenta corridas e saltos. Minerais como cálcio e ferro também fazem diferença: fortalecem os ossos e evitam quedas de rendimento ligadas a anemia. Pesquisas mostram que atletas em formação que não têm orientação nutricional costumam ingerir menos calorias do que precisam, o que limita o desempenho e aumenta a fadiga.
Recuperação e prevenção de lesões
A boa alimentação também se reflete fora do jogo. Dietas mal planejadas podem deixar os ossos mais frágeis e os músculos com menor capacidade de recuperação. Não por acaso, nutricionistas esportivos insistem na reposição de proteínas e carboidratos logo após treinos e partidas. O cuidado reduz dores musculares e acelera a volta ao ritmo de competição.
Um exemplo simples está na ingestão adequada de cálcio e vitamina D: sem esses nutrientes, o risco de fraturas cresce. Já quem equilibra a dieta tende a enfrentar menos paradas forçadas e mantém constância na evolução esportiva.
Cada esporte pede um ajuste
Embora todos precisem de energia, o tipo de demanda muda conforme a modalidade. No basquete, há explosões curtas e saltos sucessivos. No vôlei, as ações rápidas exigem potência e recuperação imediata. No futebol, os longos períodos de corrida pedem resistência sem queda de rendimento.
Essa variação mostra como uma dieta “genérica” não atende a todos. É preciso adaptar quantidades e horários de refeição conforme o calendário de treinos e jogos, além de levar em conta idade, sexo e fase de crescimento.
A formação de profissionais
Clubes de base têm recorrido cada vez mais a nutricionistas para personalizar a dieta de jovens talentos. Esse acompanhamento não só melhora o desempenho imediato, como ensina desde cedo a importância de hábitos saudáveis. O conhecimento técnico é essencial: não basta apenas “comer bem”, é necessário saber como, quando e em que proporções.
Esse tipo de preparo é justamente um dos pilares da faculdade de nutrição, que forma profissionais capazes de atuar em áreas como a esportiva. A presença desses especialistas em centros de treinamento mostra como a ciência e o esporte caminham lado a lado na busca por carreiras mais duradouras e menos expostas a riscos.
Além do jogo
O cuidado com a alimentação na base esportiva vai além do resultado em quadra ou campo. Ele representa investimento no futuro, não só do atleta, mas também da pessoa que carrega o esporte como parte da vida. Uma dieta ajustada às necessidades garante que o talento não se perca por motivos evitáveis e que os jovens cresçam com mais saúde, dentro e fora das competições.
