Atividade física auxilia na recuperação de pessoas com doenças degenerativas

Além de promover o bem-estar físico e mental, a prática regular de atividade física também pode ser uma importante aliada no tratamento de doenças degenerativas, auxiliando na produção de substâncias que atuam na proteção de células, tecidos e órgãos.

“A prática de exercícios físicos produz uma mudança bioquímica no cérebro, liberando endorfina, hormônio responsável pela sensação de prazer e bem-estar, e diminui a liberação de hormônios como o cortisol, relacionado ao estresse”, explica o profissional de educação física e professor de musculação e running da Bodytech, em São Luís – MA, Leúde Costa Júnior. 

Outro fator importante na prática de atividade física por pessoas com doenças degenerativas, é a funcionalidade dos exercícios praticados na academia, que podem auxiliar na realização atividades básicas dia a dia, como sentar, levantar e caminhar.

“Os exercícios adaptados possuem diversos efeitos positivos. O fortalecimento, por exemplo, ajuda a recuperar movimentos de estruturas específicas do corpo, trazendo de volta, muitas vezes, a autonomia para a realização de determinadas atividades essenciais como, até mesmo, colocar uma colher na boca na hora de uma refeição”, explica o educador físico.

Portadora da Charcot-Marie-Tooth, doença degenerativa muscular, Ingrid de Sousa Furtado, explica como a atividade física tem ajudado a melhorar a sua qualidade de vida. 

“Descobri que tinha uma deficiência física aos 4 anos. Não lembro muito, mas pelo que me contam, meus pais começaram a observar que ao andar eu caia e não tinha muito equilíbrio. Hoje, eu preciso praticar atividade física para fortalece e exercitar minha musculatura, que acaba sendo mais escassa em decorrência da deficiência física”, relata.

Superação

Ingrid Furtado, hoje faz parte do Programa Care, desenvolvido pela academia Bodytech para pessoas em condições especiais de saúde. Além dos exercícios de musculação, ela ainda pratica KickboxingMuay Thai e Judô, modalidades esportivas que também ajudam a driblar algumas limitações decorrentes da doença.

“Fui convidada para fazer o Judô, com a orientação de que seria bom e me ajudaria a aprender a cair, já que é algo que tenho que conviver. Aprendendo a cair, eu não me machucaria. Confesso que jamais me imaginei fazendo”, afirma a aluna da academia Bodytech, que no fim do ano passado graduou para a faixa azul, no Judô, e para  kruang vermelho e branco, no Muay Thai.