Projeto “Futebol e Capoeira para Todos” será lançado na área Itaqui-Bacanga e atenderá 300 crianças e adolescentes
Iniciativa da Associação de Capoeira Jejê Nagô vai oferecer atividades gratuitas de futebol e capoeira para crianças e adolescentes de 6 a 17 anos, fortalecendo uma trajetória de atuação social e cultural construída desde 1994 no território Itaqui-Bacanga.
A Associação de Capoeira Jejê Nagô realiza, no dia 7 de outubro, às 15h, o lançamento oficial do projeto “Futebol e Capoeira para Todos”, na sede da instituição, localizada na Rua 13, Vila Embratel, em São Luís. O evento reunirá gestores escolares, lideranças comunitárias, famílias, organizações sociais e moradores da Vila Embratel e de comunidades adjacentes para apresentar a proposta, a equipe e as atividades que serão desenvolvidas.
A iniciativa irá beneficiar 300 crianças e adolescentes, de 6 a 17 anos, com atividades gratuitas de futebol e capoeira. O projeto é realizado por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, sob regulamentação do Ministério do Esporte, e tem como objetivo ampliar o acesso a práticas corporais, educacionais e de lazer, promovendo desenvolvimento e inclusão social.
O projeto chega para fortalecer uma trajetória que começou há mais de três décadas. Desde 1994, a Associação de Capoeira Jejê Nagô atua na área Itaqui-Bacanga, em São Luís, desenvolvendo ações voltadas à infância, à cultura e à defesa dos direitos humanos por meio da formação cidadã. A partir da capoeira, a organização construiu uma atuação comunitária que reconhece a cultura como instrumento de transformação social, valorizando identidades, fortalecendo vínculos e criando oportunidades para crianças, adolescentes e suas famílias.
Ao longo dessa caminhada, a capoeira tem ocupado um lugar que ultrapassa a prática esportiva. Ela se tornou ferramenta de educação, convivência comunitária, valorização da cultura afro-brasileira e fortalecimento do sentimento de pertencimento. É nesse percurso que o Futebol e Capoeira para Todos se insere, ampliando as possibilidades de acesso ao esporte e às atividades socioeducativas no território.
Para Jackeline Rodrigues, presidente da Associação de Capoeira Jejê Nagô, o início do projeto representa a continuidade e a ampliação de um trabalho construído junto à comunidade.
“Esse projeto representa uma conquista para a nossa comunidade e também a continuidade de uma história que construímos há muitos anos. São 300 crianças e adolescentes que terão acesso gratuito ao esporte, à convivência e a novas experiências. Queremos que as famílias estejam próximas e entendam que esse também é um espaço de cuidado, aprendizado e construção de oportunidades”, destaca Jackeline Rodrigues.
A proposta também busca contribuir para o desenvolvimento de valores e habilidades relacionados à cooperação, integração, responsabilidade, honestidade, disciplina, respeito e integridade, além do desenvolvimento das capacidades físicas e cognitivas dos participantes.
Para Mestre Juvenal, liderança comunitária da Vila Embratel e da Associação de Capoeira Jejê Nagô, a chegada da iniciativa demonstra a importância de projetos construídos a partir das necessidades e potencialidades do próprio território.
“Quem vive a comunidade conhece de perto os desafios e também a potência que existe aqui. A Jejê Nagô faz parte dessa história há décadas. Quando conseguimos trazer um projeto que chega diretamente às nossas crianças e adolescentes, estamos fortalecendo o território e criando caminhos para que eles possam aprender, conviver e construir novas perspectivas por meio do esporte e da cultura”, afirma Mestre Juvenal.
O Futebol e Capoeira para Todos contará ainda com uma equipe multidisciplinar, envolvendo profissionais das áreas de esporte, assistência social, nutrição, psicologia e pedagogia, além de professores de Educação Física.
O lançamento do dia 7 de outubro será também um momento de aproximação com as famílias, escolas e demais organizações que integram a rede comunitária. A Associação de Capoeira Jejê Nagô convida toda a comunidade a conhecer o projeto e acompanhar essa nova etapa de uma história que, desde 1994, conecta capoeira, cultura, esporte e garantia de direitos no Itaqui-Bacanga.
