O depoimento do tesoureiro da Federação Maranhense de Futebol (FMF), Emanuel de Jesus Santos Sousa, foi remarcado para hoje, às 15h, na Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), no Bairro de Fátima. Ele deveria ser interrogado ontem pelo delegado Augusto Barros no inquérito policial que investiga o crime de desobediência e eventuais desvios de recursos públicos (improbidade administrativa) e recursos privados (apropriação indébita) cometidos pelo presidente da FMF, Alberto Ferreira.
A oitiva do tesoureiro Emanuel de Jesus foi adida de ontem pela manhã para hoje à tarde porque o delegado Augusto Barros foi obrigado a comparecer a uma reunião na Associação dos Delegados de Polícia Civil do Estado do Maranhão (Adepol). “Estão nos pressionando para entrarmos em greve, mas estamos tentando contornar esta situação, pois a Seic foi a única que não aderiu à paralisação. O depoimento do Emanuel de Jesus foi confirmado para amanhã [hoje], às 15h. Já o do presidente Alberto Ferreira será remarcado na próxima semana em dia e horário a serem confirmados”, afirmou.
O depoimento de Alberto Ferreira deveria ter sido realizado na terça-feira, mas o advogado do dirigente, José Ribamar Marques, entregou ao delegado Augusto Barros um atestado médico assinado pelo médico Elpídio de Lima Neto, irmão de um dos vice-presidentes da FMF, Antônio Cassas de Lima, e também por coincidência num papel timbrado da Santa Casa, onde o advogado presta assessoria jurídica.
O atestado médico afirma que Alberto Ferreira está com lombalgia traumática e que não poderia se apresentar na delegacia pelo prazo de 48h. Porém, o delegado Augusto Barros desconfiou que tudo não passou de uma estratégia da defesa do dirigente para que seu pedido de habeas corpus preventivo seja aprovado.
Ministério Público
O presidente do Moto Clube, Gildo Moraes, foi ouvido pela promotora titular da 2ª Promotoria do Consumidor, Lítia Cavalcanti, que investiga possíveis práticas lesivas ao torcedor pela FMF, ontem pela manhã. O depoimento durou cerca de 1h30 e o seu conteúdo é mantido em segredo. “Ela me pediu para que não revelasse o que falei durante o depoimento para não comprometer as investigações. Porém, posso afirmar que falei que a Federação [Maranhense de Futebol] é a responsável pela inércia que atinge o futebol, pois os times estão quase todos falidos e ela não faz nada”, comentou.
Fonte: O Estado do Maranhão

