O Sampaio corre o risco de ficar mais uma vez sem o calor da torcida boliviana no Brasileiro da Série D. A promotora responsável pela Promotoria de Defesa do Consumidor do Ministério Público do Maranhão, Lítia Cavalcanti, que também exigiu o balanço financeiro da Federação Maranhense de Futebol (FMF), detectou problemas em laudo técnico de segurança do Estádio Nhozinho Santos e, caso as necessidades não sejam atendidas, a única solução será interditar o local. Caso a interdição venha a acontecer, o Tricolor maranhense poderá jogar a partida contra o Independente (PA), no dia 14 de agosto, longe de São Luís. Será o segundo jogo “em casa” do Sampaio longe da capital, já que contra o Trem (AP) o time maranhense jogou em Bacabal por causa de punição da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) por mau comportamento de um torcedor sampaíno.
Lítia Cavalcanti disse que o estádio não tem nem os itens básicos de segurança para a realização de partidas, muito menos autorização do Corpo de Bombeiros para funcionar. Segundo ela, itens como catracas suficientes para atender à demanda de público do estádio, câmeras de seguranças e hidrantes não existem no local, o que inviabiliza o andamento seguro dos eventos esportivos. Como o jogo do Sampaio já é no dia 14 do próximo mês, o prazo para essas adaptações é muito pequeno.
“Esses itens de segurança necessitam de mudanças imediatas. A saída de emergência não está tão longe da realidade do futebol brasileiro. Não há tanto problema quanto a isso. Já as catracas não são proporcionais ao público comportado no estádio. Este ano, quase houve um homicídio nas catracas em um jogo do próprio Sampaio, em que, pelo grande público, houve uma confusão na entrada, e um torcedor quase morreu imprensado. Não temos hidrante em caso de incêndio nem câmeras de segurança em casos de furto, brigas generalizadas e homicídios”, declarou a promotora.
A promotora também afirma que a intenção é conseguir mudanças imediatas para preservar a integridade do torcedor e que interditar o estádio é a última solução. “Não pretendemos prejudicar o Sampaio. Meu trabalho é organizar isso tudo para que a família maranhense possa ir ao estádio e assistir a seus jogos em segurança. Todos esses itens de segurança são necessários para que isso ocorra. Se essas medidas forem tomadas, não precisaremos interditar o estádio”, disse.
A equipe do E+ tentou entrar em contato com a Secretaria Municipal de Desportos e Lazer (Semdel), órgão responsável pela administração do Nhozinho Santos, mas a assessoria de comunicação informou que não existe expediente à tarde na secretaria.
Fonte: O Estado do Maranhão

