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MA:Adiamento do Viva Nota não pejudicará clubes

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Governo vai liberar ajuda para melhorar os times maranhenses na disputa da Copa União

Com a impossibilidade de o Programa Viva Nota ser lançado em 2010, o Governo do Estado e clubes de futebol estudam uma forma legal de revitalizar o esporte no Maranhão, com ajuda do poder público. O secretário de Esporte e Juventude do Estado, Roberto Costa, convocou uma reunião com os dirigentes dos times e da Federação Maranhense de Futebol (FMF) para terça-feira, a fim de buscar uma solução para o problema. O local do encontro ainda não está acertado.

O secretário Roberto Costa afirmou que, embora o programa Viva Nota tenha sido adiado para 2011, os clubes e os torcedores não ficarão desamparados pelo Governo do Estado. "Vamos nos reunir com os representantes de clubes e FMF para buscar uma saída. O mais importante é que os times não serão prejudicados, pois sabemos que alguns já gastaram dinheiro acreditando no Viva Nota. O torcedor, que é a razão principal do projeto, também não será esquecido, pois, se ele não tiver nenhum benefício, o projeto de revitalização do futebol não terá sentido", disse.

Idéias Entre as soluções que serão discutidas na reunião, será analisada a idéia de o governo repassar o mesmo valor que iria dar aos clubes, por intermédio do projeto Viva Nota, só que agora por meio de patrocínio. Em contrapartida, clubes e Federação se comprometeriam a cobrar preços simbólicos pelos ingressos, pois a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não permite a realização de jogos oficiais de portões abertos.

De acordo com o secretário Roberto Costa, o Programa Viva Nota não foi extinto, mas apenas adiado. "Um parecer jurídico o inviabiliza para este ano, mas em 2011 ele será lançado, pois a nossa intenção com este programa é trazer o torcedor de volta aos estádios e investir em nossos clubes para que eles cresçam no cenário esportivo nacional", afirmou o secretário.

Investimentos - Um dos clubes que acreditaram e investiram acreditando no Viva Nota, o Bacabal só decidiu entrar de última hora na Copa União. O BEC fez despesas contando com a ajuda do Governo do Estado. De acordo com Hélio dos Santos, membro da junta governativa do Leão do Mearim, o time passa por dificuldades, mas não sairá da competição. "Será difícil continuar na Copa União, mas como nosso time é barato e temos recebido ajuda, como a do deputado estadual Jura Filho, talvez a gente consiga levar a equipe até o fim do certame", avaliou o dirigente.

O Nacional, de Santa Inês, é outro clube que gastou por conta, acreditando no Programa Viva Nota. O presidente da equipe, Antônio Aguiar, disse estar preocupado com o adiamento do projeto para 2011. "As rendas dos nossos jogos não dão para pagar nem a arbitragem. Sem patrocínio, ficará difícil disputar a Copa União. Porém, tenho certeza de que o Governo do Estado não nos abandonará e encontrará uma forma de ajudar os clubes", confirmou.

Já entre os times grandes, apenas o Moto gastou dinheiro com contratações em função do Programa Viva Nota. A diretoria do Papão contratou de uma só vez cinco jogadores, acreditando que receberia a ajuda prometida, e ainda não sabe o que fazer para cumprir os compromissos financeiros assumidos. “Mesmo com o adiamento do projeto para 2011, o Moto acredita que o governo achará uma forma de liberar a ajuda aos clubes, por intermédio de patrocínio. Sem o dinheiro do governo, será impossível manter o Moto, como as altas despesas que fez nas contratações dos reforços”, frisou o diretor Rocha Neto, da Junta Governativa do Papão.

O presidente do Sampaio, Sérgio Frota, que também é presidente da Associação dos Clubes de Futebol do Maranhão, não esconde sua preocupação, mas também acredita em uma solução para o problema.

O diretor técnico da FMF, José Alberto, o Geografia, afirmou que os clubes não terão prejuízo. "Estive em contato com representantes do governo e eles me garantiram que os times receberão o mesmo valor que receberiam com o Viva Nota. Apenas estão estudando uma forma de como liberar o dinheiro aos clubes", finalizou.

Secretário explica

- O secretário de Comunicação do Governo do Estado, Sérgio Macedo, explicou o motivo do adiamento do Programa Viva Nota. "Na verdade, tentamos implantar o projeto em 2009, mas o gestor anterior esgotou todo o orçamento em dois meses. Queríamos implantar este ano, mas o procurador nos orientou que seria ilegal, e fomos obrigados a tocar para a frente o programa para ser implantado em 2011. Porém, não podemos deixar os torcedores e os clubes de lado, e vamos buscar uma alternativa para revitalizar nosso futebol", explicou.

- Segundo Sérgio Macedo, o adiamento do Projeto Viva Nota também prejudicará o governo, haja vista que o Estado deixa de arrecadar mais impostos, pois a parceria com o futebol ajudaria a campanha da Secretaria da Fazenda no combate à sonegação dos impostos. Com isso, a arrecadação será menor. “Vamos esperar 2011”, disse o secretário.

 

Fonte: O Estado do Maranhão

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