Rally dos Sertões: Marcelo Medeiros mantém briga acirrada pelo título no Quadriciclo

232246_431244__00_donicastilho_5534_web_Em alta velocidade, a 22ª edição do Rally dos Sertões avança e chega à São Francisco, norte de Minas Gerais e situado às margens do rio São Francisco, completando o quarto dia de prova do segundo maior rali do mundo. No total serão 2.679 quilômetros, dos quais 1.623 quilômetros de trechos cronometrados. Na geral dos Quadriciclos, o piloto Marcelo Medeiros (Yamanha Raptor 700/Categoria Quadri-FIM) segue na vice liderança, após completar em segundo a quarta etapa. Nesta quinta (28.08) mais um duro desafio: Será a etapa mais longa do rali até agora e ao final os competidores não contarão com apoio mecânico.

O Yamanha tem mostrado todo o seu potencial off-road e superado os obstáculos que surgem pelo caminho. Nesta etapa, foram 363,85 quilômetros de cronômetro aberto, onde os competidores lutaram pelo menor tempo. O roteiro teve piso duro e seco, o que proporcionou alta velocidade.

Uma prova típica do Rally dos Sertões: rápida, com muitas pedras, erosões, muitas depressões, estradas menores e região com areia. “Foi uma etapa bacana, de velocidade alta, bem gostosa de participar. Pude imprimir um ritmo bom e garantir este resultado”, falou o piloto.

Na busca pelo segundo título da categoria, Marcelo Medeiros conquistou a 2ª colocação, na marca de 04h59min45s. Ele conta com o apoio CEMAR – Lei Estadual de Inventivo ao Esporte e avisa que vai brigar pela vitória. “O objetivo é ganhar o Rally dos Sertões e não a etapa. Mantendo essa regularidade, vamos chegar lá”, declarou.

A etapa Maratona

Chegou o momento crucial do Rally dos Sertões, aquele onde os competidores não poderão contar com o auxílio mecânico de suas equipes de apoio. Quando chegarem à Diamantina, MG, ponto final da 5ª etapa, os veículos deverão ser diretamente estacionados no parque fechado, de onde sairão somente no dia seguinte, sem qualquer reparo mecânico. Os quadriciclos só poderão receber tratamento no final da 6ª etapa e antes da largada o piloto terá apenas meia hora para ajustar o que for preciso com as peças que levam consigo.

No início da especial, haverá um trecho de trial com cerca de cinco quilômetros em uma serra com muitas erosões e pedras. Em seguida, a prova fica rápida com cascalho e por longo trecho de reflorestamento sinuoso com bastante navegação. Depois a etapa fica travada com muitas trilhas até a travessia do Rio Jequitinhonha. Na parte final, muitos mata-burros, lombas e estradas de fazenda.

“Neste primeiro dia da etapa maratona, teremos 645,44 quilômetros de disputa, e com um percurso bem técnico, de muitos obstáculos a serem transpostos. Vou tentar evitar que o equipamento sofra demais, pois ainda temos muito rali pela frente. Então, a melhor pedida é poupar o quadriciclo nesta fase”, falou consciente Marcelo Medeiros.