O futebol maranhense e a cultural local, por muitas vezes, não é devidamente registrada. Esta é uma das principais dificuldades encontradas por pesquisadores das duas áreas que agora será um pouco diminuída graças ao esforço do professor de educação física Hugo José Saraiva Ribeiro. Ele acaba de concluir um livro contando a história do Sampaio Corrêa Futebol Clube, desde a sua fase amadora até os dias de hoje.
A obra deve ser lançada na semana de estreia do clube na Copa do Brasil, programada para 24 de fevereiro, mas já está pronta para ser vendida aos apaixonados pelo Tricolor. Intitulado Sampaio Corrêa, uma paixão maranhense, o livro teve por base o trabalho monográfico do autor, quando da do curso de Educação Física pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), há três anos. “Percebi que havia muitos assuntos parecidos em Educação Física e como queria fazer uma coisa diferente e sou apaixonado por futebol, comecei a pesquisar até conseguir um bom material”, disse Hugo Saraiva.
Mas o que começou como paixão aos poucos foi se mostrando cada vez mais difícil, principalmente por não existir tantas fontes confiáveis ou mesmo material documentado sobre a história do clube. “Esse é o grande problema não só sobre a história do Sampaio, como também do esporte em geral. Há o livro do Djard Martins [Esporte - um mergulho no tempo], mas fora ele não há outros. Isso dificultou bastante o trabalho”, disse.
Por dois anos o jovem professor perdeu o número de vezes em que esteve na biblioteca pública Benedito Leite e outros locais, buscando informações através jornais e publicações das décadas de 1920 até hoje. Hugo também buscou o relato de outros pesquisadores, ex-jogadores, dirigentes, jornalistas/radialistas. Em suas pesquisas ele encontrou um vasto material, como por exemplo, jogos da equipe ainda pela fase amadora, ainda sob o nome de Associação Sampaio Corrêa Futebol Clube, dado por Vital Freitas e Natalino Cruz quando da fundação tricolor.
O grande número de fontes, apesar de oferecer inúmeras informações, também trouxe uma dificuldade a mais: inconsistência de informações. “Houve alguns fatos em que três fontes deram informações diferentes. Então tive que pesquisar mais ainda e buscar uma relação entre elas para que houvesse informação mais aproximada”, explicou.
Fonte: O Imparcial


