O caso "Alberto Ferreira" no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) está mais enrolado do que era previsto inicialmente pelo próprio presidente em exercício, Tadeu Carvalho. Com o primeiro procurador sugerindo o arquivamento, outro foi indicado pelo próprio presidente, mas Hugo Leonardo não é encontrado de forma alguma pelo tribunal.Tadeu Carvalho, já desacreditado do futuro desse processo na esfera esportiva da Justiça, disse ao SuperEsportes que não sabe o que está acontecendo com o procurador Hugo Leonardo. "Tentamos de várias formas contato, mas não conseguimos, vou levar o caso para decisão em conjunto no tribunal, pois não posso mais agir sozinho", disse Carvalho.
Com um prazo de 30 dias para concluir o trabalho, Hugo Leonardo tem até a próxima sexta-feira, dia 18, para entregar seu parecer. Esta data é definida de acordo com a data de entrega do material ao procurador que foi no dia 19 de outubro.
Mesmo dentro do prazo, a preocupação de Tadeu Carvalho é devido à falta de comunicação com o procurador.
O TJD reúne-se hoje para avaliar quatro processos, na oportunidade a possível mudança de procurador será colocada pelo presidente para ser discutida amplamente. Após o arquivamento sugerido pelo procurador Renan Rodrigues e acatado pelo procurador-geral Ezequias Carvalho, o presidente do TJD resolveu indicar outro membro da Procuradoria para analisar o caso e oferecer sua opinião. Fez isto indicando Hugo Leonardo.
Agora, uma segunda troca, segundo Tadeu Carvalho, não caberia mais apenas ao presidente e sim ao colegiado.
Vale registrar que Bruna Feitosa chegou a ser indicada por Ezequias Carvalho, mas ela não aceitou alegando não ser a plantonista da vez (a procuradoria trabalha com plantões mensais). Diante de tanta demora, Tadeu Carvalho chegou a dizer que não acredita mais que este processo tenha vida longa.
Em caso de pedido de arquivamento novamente, o caso finda na esfera desportiva. Porém, se o procurador oferecer denúncia, o processo terá novos capítulos no TJD. O material analisado pelos procuradores são as mais de mil páginas produzidas pelas investigações do Ministério Público, por meio da Promotoria do Consumidor, da titular Lítia Cavalcanti.
O mesmo material foi analisado pela Justiça Comum, que afastou Alberto Ferreira e sua diretoria, restando apenas o julgamento do mérito.


