Ricardo Teixeira, presidente da CBF, está na mira da justiça maranhense. A promotora Lítia Cavalcanti requisitou para a CBF e para a Federação Maranhense (FMF) que ambas enviassem documentos referentes aos repasses financeiros à filiada. Como não teve o pedido atendido, Lítia enviou requisição à Secretaria de Segurança Pública, para que seja instaurado procedimento criminal contra Teixeira, que, na visão da magistrada, impôs barreiras ao MP.
Por isso, Teixeira e Carlos Alberto Ferreira, presidente da FMF, responderão por crime de desobediência. Em nota assinada por Carlos Eugênio Lopes, diretor jurídico da CBF, a entidade argumentou que as transações ocorrem por processo eletrônico, o que inviabilizaria o envio dos documentos.
Pela requisição do MP, a Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC) cuidará do caso.Paralelo a isso, o MP instaurou inquérito civil para apurar as possíveis irregularidades envolvendo os repasses.
No balanço de 2010, a FMF declarou uma doação da CBF de R$ 320 mil e outra de R$ 240 mil.
– Queremos apurar isso. Se eles tivessem apresentado tudo, não estaríamos curiosos – disse Lítia.
O presidente da FMF não respondeu ao L!. Por meio da assessoria, a CBF informou que o dinheiro é de responsabilidade da FMF.


