A promotora Lítia Cavalcanti, que apura eventuais práticas lesivas aos torcedores cometidas pela Federação Maranhense de Futebol (FMF), concluiu seu inquérito civil junto à entidade. Como esperado, a promotora pediu à Justiça o afastamento do presidente da FMF, Alberto Ferreira, e nomeação de uma junta governativa até as próximas eleições do órgão máximo do futebol maranhense. Além dos crimes - como apropriação indébita e improbidade administrativa - a titular da 2ª Promotoria de Justiça de defesa do Consumidor também constatou outras irregularidades no mandato de mais de duas décadas do atual presidente e afirmou que levará o problema à polícia o mais rápido possível
“Aqui também já existe simulação de documentos, de falsidade ideológica, falsidade documental. Uma série de indícios de crimes graves, cujas penas são altas, e que a gente vai remeter ao delegado Augusto Barros para poder abrir outro inquérito policial”, afirmou Lítia.
Perguntada sobre o indiciamento de Alberto Ferreira também nesses crimes, Lítia Cavalcanti afirmou que este é o objetivo, já que o mandatário terá de responder por todos os crimes praticados no comando da Federação e pelo desrespeito ao torcedor maranhense. “Claro que irá responder por esses crimes. Outro detalhe, o objetivo do Alberto é dificultar a própria investigação do ministério público, o que já implicaria medidas cautelares mais graves”, ressaltou Lítia.
Depoimentos – O presidente da liga amadora de futebol de Imperatriz, Esmeraldino Júnior, afirmou que o presidente da Federação Maranhense de Futebol ofereceu sete recibos no valor de R$ 1.500,00, que comprovavam doação da FMF para a Liga Imperatrizense de Futebol. “Eu disse que assinaria, pois não sabia do que se tratava ainda. Neste momento, Alberto Ferreira pediu para o seu irmão, Jorge Ferreira, preparar os documentos. Quando observei o teor desses documentos, constatei que se tratavam de sete recibos no valor de R$ 1.500,00, simulando doação para a Liga Imperatrizense de Futebol”, declarou. Segundo esmeraldino, vários presidentes de ligas assinaram vários documentos no mesmo dia, porém, ele não sabia afirmar se eram os mesmos recibos oferecidos a ele.
A equipe do jornal O Estado do Maranhão entrou em contato com o Alberto Ferreira para ouvi-lo sobre o caso, porém o presidente preferiu não se pronunciar.
Fonte: O Estado do Maranhão



