Segundo o presidente campeão estadual do ano passado, a culpa por grande parte dos problemas vividos no futebol local é dos próprios dirigentes de clubes que aceitam a administração da FMF. “É fácil tirar (os dirigentes da federação dos cargos). Basta os presidentes se unirem e não disputarem o campeonato. Mas tem dirigente que na hora falha ‘H’, então não adianta ficar reclamando, os próprios culpados são os presidentes que aceitam”, disparou Walter Lira.
A criação de uma liga para tirar a organização das competições das mãos da federação foi pensada já, mas disse que nem todos os dirigentes aderiram à ideia. Conversou com nomes importantes como Sérgio Frota (presidente do Sampaio e da Associação dos Clubes), Carlos Moreira (presidente do Maranhão), um representante do Moto Club, que não soube dizer quem foi, e mais representantes do Nacional (Santa Inês) e Imperatriz. Além do treinador Sandow Fecques. Disse que conversou também com o vereador de São Luís, Isaías Pereirinha, presidente do Iape. Chegaram a assinar um documento de apoio a ideia, porém o único que não concordou foi Pereirinha. “Se fizer uma liga independente, podemos até ser prejudicado em alguma coisa, mas muda, com certeza muda. Então se os presidentes não se unirem para fazerem isso nada vai mudar”, sugeriu.
O dirigente de Imperatriz resolveu romper com a federação logo após a eliminação do Campeonato Brasileiro Série D. Pediu desfiliação, mas depois voltou atrás e na Justiça Desportiva garantiu sua filiação, mas preferiu não disputar o Estadual 2010 alegando falta de ajuda da federação quanto ao patrocínio da competição.
Retorno ao futebol amador
O JV Lideral hoje voltou ao futebol amador e recentemente venceu a competição de Imperatriz. Continua revelando atletas. Os consagrados pelo título de 2009 até hoje rendem frutos para o clube. São emprestados ou negociados. Enquanto isso, o time não vai voltar tão cedo às disputas profissionais. “Enquanto continuar essa direção da federação não penso em disputar nada. Quero esperar mais um pouco”, declarou.
E as justificativas de Walter Lira são antigas, mas ainda assim atuais. Além do patrocínio que não há, ele tomou por base o último Campeonato Maranhense para revelar as complicações que a federação coloca nas competições, por isso inviabiliza seu retorno, como “mudança de jogos e sem data definida para começar a próxima competição”. Desta forma, apenas com uma mudança na federação, pretende voltar e anuncia novas campanhas importantes. “Quando houver uma mudança volto, daqui a um ano, dois anos, e vou ser um dos finalistas mais uma vez”, projetou.
Durante este ano, o presidente do JV Lideral chegou a dizer que estava interessado em sair do futebol maranhense e integrar o futebol do Pará. Não concretizou essa mudança de federação, pois disse pretende ajudar a melhorar o seu futebol. “Eu fui convidado para ser presidente do Águia (de Marabá-PA), mas eu gosto do Maranhão. Tenho que ficar aqui para organizar à ‘nossa casa’. Colocar pessoas boas para organizar isso aqui”, disse.
O JV Lideral disputou a Série B do Campeonato Maranhense em 2008. Subiu para a Série A como vice-campeão, após perder a final, dentro de casa, para o Iape. O time mandou seus jogos desta competição no Centro de Treinamento Walter Lira, o que gerou uma enorme polêmica, uma vez que a estrutura do local não era de estádio e sim de local de treino.
Na Série A de 2009, os jogos foram mantidos no CT e o JV Lideral terminou o ano com o título de campeão maranhense na decisão contra o Sampaio, e o jogo final foi justamente no CT. O presidente do clube é empresário do ramo de terraplanagem. O nome do time é uma homenagem ao seu filho João Vicente (JV) e o Lideral é o nome da empresa de Walter Lira. O símbolo do clube é inspirado no clube espanhol Barcelona.
Fonte: O Imparcial




